Criações


                                                         
De Carne e Concreto (2014)      -      Of Flesh and Concrete - A Choreographic Installation (2014) On tour
Sacolas na Cabeça  (2014)         -      Bags on the head (2014) On tour
Camaleões ( 2010)                     -      Chameleons (2010) On tour
Autorretratodinâmico (2009)      -      Dynamic self-portrait (2009)
Cidade em Plano (2006)            -      City in Plan (2006)
Aletheia (2003)                          -       Aletheia (2003)
Coisas de Cartum (2002)           -      Cartoon Things (2002)
Dalí (2000)                                 -      Dalí (2000)
Nada Pessoal (1998)                 -      Nothing personal (1998)
No Instante (1996)                     -     In the instant (1996)
Anti Status Quo Dança (1994)   -     Anti Status Quo Dance (1994)
Efeitos (1991)                            -     Effects (1991)





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DE CARNE E CONCRETO - UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA (2014) 

ESPETÁCULO

De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica é um convite para entrar na reflexão sobre a condição urbana humana atual sob a perspectiva do corpo. Na fronteira entre a performance art, a intervenção urbana, as artes visuais, a dança contemporânea e experimentos sociais, o trabalho da Anti Status Quo Companhia de Dança de Brasília-DF, Brasil, coloca o público diante de questões sobre viver em sociedade em grande centros urbanos e sobre a lógica do sistema econômico atual.

O público entra no espaço performático usando sacolas na cabeça como máscaras. A partir daí, como uma experiência sociológica, uma espécie de jogo acontece. Ficção e realidade se confundem e a obra coreográfica se desvela. O formato de Instalação permite uma aproximação com a ideia de arte como experiência, inclui o espaço e o público como parte constituinte da obra e coloca o corpo e o comportamento humano no centro das questões dramatúrgicas.

A relação do corpo com a cidade é abordada pela materialidade das coisas e pelas naturezas indissociáveis do individual e o coletivo, do espaço e o tempo, do corpo e a mente. A simplicidade e a precariedade são alternativas para escapar da espetacularização da arte e da vida e revelar as essências. O trabalho com as sensações é uma reação à insensibilização e a hierarquização da visão sob os outros sentidos. A crueza vem do desejo de tirar tudo aquilo que é supérfluo, que media ou maquia uma experiência para que a percepção reencontre o que ficou invisível pelas convenções e pela manipulação dos desejos.


Grupo: Anti Status Quo Companhia de dança

Direção artística e dramaturgia: Luciana Lara

Concepção e pesquisa: Luciana Lara em colaboração com bailarinos e artistas colaboradores convidados

Elenco: Camilla Nyarady, Cristhian Cantarino, Déborah Alessandra, João Lima, Luciana Matias,Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô.

Bailarinos colaboradores do processo: Camilla Nyarady; Carolina Carret; Cristhian Cantarino; João Lima; Luara Learth; Raoni Carricondo; Robson Castro e Vinícius Santana.

Artistas convidados colaboradores do processo: Marcelo Evelin; Gustavo Ciríaco e Denise Stutz.

Figurino: Luciana Lara e elenco

Produção (Brasil): Marconi Valadares

Produção Internacional: Anna Ladeira

Fotos divulgação: Mila Petrillo

Duração: 140 minutos




English


OF FLESH AND CONCRETE - A CHOREOGRAPHIC INSTALLATION (2014)

DANCE PERFORMANCE

Of Flesh and Concrete – A Choreographic Installation is an invitation to become fully immersed and actively participate in an experience that inquires the human condition from the perspective of the body. At the boundary of contemporary dance, performance art, visual arts and social experiment, the work of Anti Status Quo Dance Company from Brasilia, Brazil, raises questions about living in society at large urban centers, and how our current economic system shapes our behavior.

The audience is invited to enter the performance space wearing masks made of paper bags. From then on, as a sociological experience, a kind of game happens. Fiction and reality are mixed up and the work is slowly revealed.

The work is an experience, that deterritorializes the spectator’s and the artist’s body, including space and the members of the public as part of the work and placing the human body, behavior, coexistence and the relations with ourselves, with the other and with the environment we inhabit at the center of dramaturgical issues.

This creation is part of a larger artistic research started in 2003 by the director Luciana Lara that queries the relationship between the body and the city. This work focuses in the human urban condition and approaches it by the materiality of the things and also by the indivisible nature of the individual and the collective, of space and time and of body and mind. Simplicity and precariousness are alternatives to escape the spectacularization of art and life, intending to reveal the essences. The work with sensations is a reaction to the hierarchization of vision in relation to other senses. The rawness comes from the desire to strip away all that is superfluous, which mediates or interferes in an experience, so that perception can find what ended up invisible by conventions and the manipulation of desires.



Group: Anti Status Quo Dance Company

Artistic Director, choreography and concept: Luciana Lara

Research and creation: Luciana Lara in colaboration with dancers and invited artists

Dance: Camilla Nyarady, Cristhian Cantarino, Déborah Alessandra, João Lima, Luciana Matias, Marcia Regina, Raoni Carricondo e Roberto Dagô.

Research and creation collaborators: Camilla Nyarady; Carolina Carret; Cristhian Cantarino; João Lima; Luara Learth; Raoni Carricondo; Robson Castro e Vinícius Santana.

Invited process collaborators: Marcelo Evelin; Gustavo Ciríaco e Denise Stutz.

Costumes and masks: Luciana Lara and dancers

Lighting design consultants: James Fensterseifer and Marcelo Augusto

Photos: Mila Petrillo

Brazilian Production: Marconi Valadares

Tour Manager: Anna Ladeira

Duration: 140 minutes





Foto Mila Petrillo



Foto: Mila Petrillo



Foto Mila Petrillo




                                   
                                         Foto Mila Petrillo







   


     Foto Mila Petrillo













Foto: Mila Petrillo

Para saber mais sobre o trabalho:


De Carne e Concreto faz parte da pesquisa Corpo e Cidade em que a Companhia se debruça desde 2003. A grande maioria da população do planeta atualmente se concentra em grandes cidades, olhando a cidade como a materialização dos desejos e dos limites do ser humano, a Companhia começou a investigar a condição urbana atual, como um paradoxo da nossa cultura, capaz de revelar as nossas subjetivações. Refletir sobre o funcionamento da sociedade pela perspectiva do corpo na relação com a cidade levantou questões sobre viver em coletividade e sobre como o sistema econômico vigente cria uma espécie de modus operandi que molda nosso comportamento e estabelece formas de nos relacionarmos com nós mesmos, com o outro, em grupo e com o espaço que habitamos. É dessa forma que este trabalho coloca nosso sistema de valores no centro das reflexões e da abordagem dramatúrgica.


O grupo investe na relação com o público e com o espaço para abordar o tema e tem na escolha por espaços não-teatrais um dos diferenciais deste trabalho coreográfico.O investimento na experimentação e quebra de convenções na relação com o público e na pesquisa de linguagem exigiu que a Companhia procurasse espaços que permitissem uma relação diferenciada com o espectador. Apoiado na ideia de dramaturgia do acontecimento, o processo criativo foi desenvolvido com os bailarinos a partir do estabelecimento de circunstâncias de grupo, conjunturas e dispositivos que incitavam ações. Esta é uma obra coreográfica que pode ser considerada uma vivência, no limiar entre realidade e ficção.

O formato de instalação de “De Carne e Concreto”, portanto, dialoga com modos de operação artística mais comuns nas artes visuais e foi escolhido como estratégia compositiva por ajudar no engajamento da plateia e na construção de um contexto que faz parte do conteúdo dramatúrgico da obra. A experiência da Companhia com a intervenção urbana também influencia a linguagem deste trabalho nas relações com o espaço e com cada integrante do público.

Público e bailarinos habitam o mesmo espaço sem a divisão convencional entre palco e plateia. Sem hierarquias, entre público e artista, o contexto gera inúmeras situações. Espectador e performers se confundem.Quem está performando? Quem é o performer e quem é o espectador? A proximidade entre os corpos promove o engajamento sensório e a empatia. O corpo do público é agente coreográfico e participa ativamente na construção dramatúrgica e na multiplicidade dos sentidos.


Todas as ações do público é parte do trabalho. O espaço é elemento vivo na coreografia e propõe interações. As apropriações, ajustes e transformações que acontecem nos corpos na relação com o espaço, correlacionadas com as experiências do corpo e o comportamento no cotidiano da cidade e da vida em coletividade, ativa vários níveis da percepção e pode provocar inúmeras reflexões. Inúmeras metáforas atravessam as imagens criadas pelos bailarinos em uma abordagem não- representacional. A obra no formato de instalação proporciona uma experiência única para cada indivíduo do público de forma crítica, política, sensória e afetiva.


A diretora Luciana Lara e o grupo de bailarinos integrantes da Companhia em 2014 trabalharam em colaboração durante o processo de criação. A Companhia também teve a contribuição de dois artistas convidados, o coreógrafo e pesquisador piauiense Marcelo Evelin e o coreógrafo e artista contextual carioca Gustavo Ciríaco. Cada um realizou uma oficina residência de 48 horas durante o processo criativo de De Carne e Concreto que contribuíram significativamente para o aprofundamento e expansão das pesquisas de linguagem e de dramaturgia. Durante a temporada de apresentações uma terceira oficina residência foi ministrada pela bailarina e coreógrafa Denise Stutz que contribuiu, nesta etapa, para o trabalho dos intérpretes no aprimoramento da presença e do trabalho com o outro.



Cronologia: 

Estréia: 5 de Novembro de 2014, Foyer do Teatro da Praça, Taguatinga-DF, Brasil

Temporada de apresentações no Espaço Cultural Galpãozinho, Gama-DF e e na Galeria Athos Bulcão, anexo do Teatro Nacional, Brasília-DF.

Desde então o espetáculo tem se apresentado em importantes festivais de dança e artes cênicas como: 2017 -Festival Panorama, Rio de Janeiro-RJ
2017- Festival Internacional Vivadança, Salvador-BA
2017- Festival do Teatro Brasileiro - Cena Brasiliense em Minas Gerais, Belo Horizonte -MG
2016 - Mostra de Dança XYZ, Brasília-DF,
2016 - Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília, Brasília-DF
2016 - MID - Movimento Internacional de Dança, Brasília-DF



English


Cronology

Premier: November,2014. Athos Bulcão Galery, Brasilia’s National Theater, Brasília - BRA. Supported by FAC – Fundo de Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal -BR 

November, 2017. Festival Panorama- Rio de Janeiro -BR
August, 2017. Festival do Teatro Brasileiro – Cena Braziliense em Minas Gerais - Belo Horizonte - BR
April, 2017. Festival Internacional Vivadança – Salvador-BR
August, 2016. Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília – Brasilia - BR.
October,2016. MID – Movimento Internacional de Dança – Brasilia - BR
February,2016. IV Mostra de Dança XYZ – Brasilia – BR
November, 2014. Teatro da Praça, Taguatinga - BR
November,2014. Galpãozinho – Espaço Cultural, Gama - BR





Cartaz da temporada na Galeria Athos Bulcão. Design gráfico: Marconi Valadares



Imprensa/Críticas:


“O espetáculo De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica, da diretora e coreógrafa Luciana Lara, foi sem dúvidas a melhor coisa que vi este ano. É brilhante porque assume uma linguagem totalmente contemporânea, que confunde a plateia. Você não sabe se está dentro da peça ou se é espectador por conta da interação. As pessoas entram de máscaras e, de alguma maneira, perdem sua identidade ali. É uma peça que cria um jogo de personagens, onde o público é protagonista e se perde no meio de lixos espalhados”.

Hugo Rodas, diretor de teatro – Reportagem Jornal de Brasília 17/12/2014. Disponível em: http://www.jornaldebrasilia.com.br/viva/os-melhores-do-ano-na-opiniao-dos-artistas/




"De Carne e Concreto, a instalação-espetáculo e/ou a exposição cartográfica, é uma experiência verticalizante da Anti Status Quo (DF). É impossível sair imune do que a coreógrafa Luciana Lara e seu corpo de bailarinos-criadores propõem ao espectador-partícipe: sejam por meio das imagens visuais proporcionadas em cena, sejam pelo mosaico de sentidos que se estabelecem. Como a força de um redemoinho, o espetáculo arrasta a plateia para o olho nervoso da criação..."

Trecho do texto do jornalista, diretor e crítico teatral Sergio Maggio - Projeto 3 olhares e 1 dança. Texto na íntegra disponível em: http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35



"... Com grande preocupação estética, composições plásticas de forte beleza vão sendo mostradas. Mais um trabalho da Antistatusquo que mostra sua preocupação em discutir questões sociais e políticas com profundidade e competência."

Trecho do texto do ator, diretor teatral e professor emérito da UnB João Antonio Esteves . Projeto 3 olhares e 1 dança. Texto na íntegra disponível em: http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35



"Uma questão que também perpassa este trabalho é o como viver junto tanto na perspectiva de uma vida social de partilha e encontros e dissensos e negociações das tantas imagens construídas e evocadas, quanto na proposta da própria instalação coreográfica: que lugar ocupar naquele evento? Que performance é também possível ao espectador-participante? Quais os limites da experiência deste estar junto proposto (o quente e o frio desta instalação, quando o público passa a ser somente observador)? Neste sentido, a discussão sobre o comum, fortemente presente nos dias atuais, é relevante, pois há uma disposição em considerar o público como elemento importante da instalação coreográfica, de massa consumista à multidão de singularidades que pode alterar e compor quadros, passando também pela redução a um bloco de entusiastas das formas e das imagens já consolidadas de resistência e protesto."

Trecho de crítica publicada no site de críticas Horizonte da Cena intitulada : "A Materialidade dos movimentos fazendo carne, decompondo mundos e abrindo brechas de presença" de Clóvis domingos, pesquisador da cena contemporânea, diretor teatral e performer e Mário Rosa, historiador, mestre em arte e educação pela FaE-UFMG, dramaturgo, professor, crítico convidado do Horizonte da Cena. Texto na íntegra disponível em: http://www.horizontedacena.com/a-materialidade-dos-movimentos-fazendo-carne-decompondo-mundos-e-abrindo-brechas-de-presenca/




"Algo se passou com aqueles corpos e com os nossos corpos – falo especificamente disso: daquilo que resta – o que o acontecimento cênico consegue gerar quando esgarça suas potências até o ponto em que deixa um vazio pleno. Em que eu, como espectador (no caso, um espectador também participante da paisagem), posso subjetivar, quando o que já foi ainda ressoa, continua reverberando."

Trecho de texto publicado no site do pesquisador e criador cênico, arte-educador e gestor cultural Luiz Carlos Garrocho de Belo Horizonte-BH. O texto na íntegra está disponível em: http://www.luizcarlosgarrocho.redezero.org/de-carne-e-concreto-uma-instalacao-coreografica/



English


PRESS/ REVIEWS

"The dance performance De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica” (Of Flesh and Concrete – A Choreographic Installation) by the director and choreographer Luciana Lara was undoubtedly the best thing I saw this year. It is brilliant because it assumes a totally contemporary language, which confuses the audience. You do not know if you are inside the piece or if you are a spectator because of the interaction. People enter wearing masks and, somehow, lose their identity there. It's a piece that creates a game of characters, where the audience is protagonist and gets lost in the scattered trash."

Hugo Rodas, theater director – Report at Jornal de Brasília, 12/17/2014 Available at: http://www.jornaldebrasilia.com.br/viva/os-melhores-do-ano-na-opiniao-dos-artistas/




"De Carne e Concreto, the dance performance installation and / or the cartographic exhibition, is a vertiginous experience of the Anti Status Quo (DF). It is impossible to leave immune from what the choreographer Luciana Lara and her body of dancers-creators propose to the spectator - As the force of a whirlpool, the spectacle draws the audience to the nervous eye of creation ... "

Excerpt of Sergio Maggio’s text, journalist, director and theatrical critic - Project 3 looks and 1 dance / IV Mostra de Dança XYZ. Available at http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35




"... With great aesthetic concern, plastic compositions of strong beauty are shown. Another work of the Antistatusquo that shows its concern about discussing social and political issues with depth and competence."

Excerpt of João Antonio Esteves’ text, actor, theatrical director, and professor of Universidade de Brasília – UnB, - Project 3 looks and 1 dance / IV Mostra de Dança XYZ. Available at http://www.dancaxyz.com.br/blank-qax35




"An issue that also pervades this work is how to live together in the perspective of a social life of sharing and meetings and dissent and negotiations of the many images constructed and evoked, as in the proposal of the choreographic installation itself: what place to occupy in that event? What performance is also possible for the viewer-participant? What are the limits of the proposed experience of being together (the hot and cold of this installation, when the audience becomes only observer)? In this sense, the discussion about the common, strongly present today, is relevant, because there is a willingness to consider the public as an important element of the choreographic installation, from consumerist mass to the multitude of singularities that can alter and compose pictures, and also by reducing it to a block of enthusiasts of the already consolidated forms and images of resistance and protest.”

“There is a path that goes from a zone of an ordinary real to the virtuality of bodies. Body event. A work that causes sensations and does not necessarily emit some message but a block of sensations: the body in its loopholes, its opacity, its needs, its unrest, our concealment and our exposition. In the body: our tiredness, our bet of how much it fits in the accumulations, the desire that explodes the living matter that was so thin, our contained desires. The body that cannot stand it anymore!”

Excerpts of a critic written by Clóvis Domingos and Mário Rosa, published on the critics' website Horizonte da cena, titled: "The Materiality of movements making flesh, decomposing worlds and opening gaps of presence" from the presentation of the work during the Festival do Teatro Brasileiro in Belo Horizonte-MG (August 2017). Available at: http://www.horizontedacena.com/a-materialidade-dos-movimentos-fazendo-carne-decompondo-mundos-e-abrindo-brechas-de-presenca/




“What calls my attention, at first hand is the characteristic of something that happen, the occurence. Luciana Lara has for many years deterritorialized the field of dance in order to reterritorialize it in experimentation, that is, in continuous deterritorializations path, diverted to seek the scene as space and time of the encounter. "

"Something has happened to those bodies and to our bodies - I am speaking specifically of this: of what is left - what the scenic event can generate when it rips its powers to the point where it leaves a full void. In that I, as a spectator (in this case, a spectator also participant of the landscape), I can subjectivate, when what has already been still resonates, continues to reverberate ... "

Excerpts of the text written by the researcher, scenic creator, art-educator and cultural manager Luiz Carlos Garrocho published in the blog Duração & Diferença, about the presentation of the work at Funarte-MG during the Festival do Teatro Brasileiro in Minas Gerais in Belo Horizonte- MG (August / 2017). Available at: http://www.luizcarlosgarrocho.redezero.org/de-carne-e-concreto-uma-instalacao-coreografica/




"At the Centro de Artes da Maré, in the Nova Holanda favela, it was the turn to meet "OF Flesh and Concrete - A Choreographic Installation ", a breathtaking work by Anti Status Quo Companhia de Dança, a group from Brasília. It was more than two hours of a performance experience, not always easy or pleasant for the audience but at the same time full of layers revealed gradually, without losing the intensity ... "

Review in newspaper O Globo (12/12/2017) by Adriana Pavlova. Available at: https://oglobo.globo.com/cultura/teatro/critica-cortes-no-orcamento-do-panorama-nao-tiram-poder-da-reflexao-22059644




                                    Foto: Mila Petrillo




Foto Mila Petrillo                                  





Foto Mila Petrillo

Foto: Mila Petrillo






Fotos de outros fotógrafos tiradas durante apresentações em festivais/Photos of other photographers during presentation in festivals: 

Festival Panorama (2017) no espaço Cultural da Maré no Rio de Janeiro-RJ 



  Foto: Coletivo CLAP

















Foto: Coletivo CLAP










Foto: Coletivo CLAP




Festival do Teatro Brasileiro - Cena Brasiliense em Minas Gerais (2017), no espaço da FUNARTE em  Belo Horizonte-MG
























Festival Internacional Vivadança (2017) no espaço do teatro Vila Velha em Salvador-BA :















Foto: Marco Correia






Foto: Marco Correia












Foto: Marco Correia













Foto: Marco Correia











Foto: Marco Correia








Foto: Marco Correia





Cena Contemporânea- Festival Internacional de Artes Cênicas de Brasília (2016): 





























Foto: Júnior Aragão



Foto: Júnior Aragão 



























Foto: Júnior Aragão



















Foto: Júnior Aragão
















Foto Nithyama Macrini






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DE CARNE E CONCRETO - UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA (2014)

EXPOSIÇÃO


Além do trabalho coreográfico de 140 minutos de duração em que o público participa junto com os bailarinos da Companhia ao vivo, foi criada também como parte do trabalho uma instalação - exposição composta a partir dos vestígios da apresentação do espetáculo, dos rastros e marcas deixados no espaço pelas ações e os corpos dos bailarinos e do público.


O espaço expositivo é montado por uma coreografia de vídeos projeções, foto montagens, objetos escultóricos e ambiência sonora especialmente elaborados para criarem ambientes de imersão sensória. Aberta como uma exposição em horário diferente do horário das apresentações do espetáculo, a instalação coreográfica - exposição proporciona ao público uma outra experiência sobre o mesmo tema.


A exposição é composta por elementos usados durante o espetáculo como o lixo e as máscaras de sacolas de compras de papel. Vídeo danças foram desenvolvidos para projeção em looping a partir de trechos de coreografias que compõem o espetáculo. Uma série de fotografias dos corpos dos bailarinos impressas em material plástico dobrável transparente, expostas com um jogo de luz que deforma e duplica as imagens foi elaborada especialmente para a exposição. A trilha sonora é composta pelo som produzido pelos bailarinos durante o espetáculo. O público pode passar quanto tempo quiser em cada ambiente construído a partir da reflexão sobre a condição urbana humana atual, a vida em coletividade, o sistema de valores do nosso atual sistema econômico e nossos corpos em relação com tudo isso.



Entenda melhor:

"De Carne e Concreto - Uma Instalação Coreográfica" consiste em duas propostas artísticas que se convergem: uma exposição- instalação que fica aberta à visitação pública durante todo o dia, e o espetáculo - instalação que é apresentado à noite:


1- Espetáculo – Apresentação de dança contemporânea com 8 bailarinos e 140 minutos de duração, realizado em espaço não teatral ( galeria, galpões, armazéns, ou espaços amplos sem divisão plateia/palco) para público de aproximadamente 100 pessoas (dependendo da capacidade de lotação do espaço).

2- Exposição – Instalação coreográfica com ambientes construídos com projeções de videodanças , videocenários, foto montagens, objetos escultóricos e design de som que fica aberta à visitação pública durante um longo período de tempo (de acordo com o horário de funcionamento da galeria ou espaço alternativo expositor).


2.1- Site interativo para visita virtual da Exposição: http://www.decarneeconcreto.art.br

Ambas propostas podem ser apreciadas separadamente, como propostas distintas e, também, como propostas complementares. Podemos viajar, assim, só com o espetáculo, ou só com a exposição ou com as duas propostas. O espetáculo é geralmente apresentado à noite e a exposição aberta ao público durante todo o dia (manhã e tarde).A exposição ainda tem um site de visita virtual.


Dessa forma, todo o trabalho é uma proposta artística transmídia, pois desenvolve em 3 suportes diferentes dramaturgias com contornos e desenvolvimentos próprios seguindo a especifidade de cada mídia: espetáculo-instalação, exposição-instalação e site.


English



OF FLESH AND CONCRETE - A CHOREOGRAPHIC INSTALLATION

EXHIBITION


Traces and marks left in the space by the actions and the bodies of the dancers and the audience at the end of the dance performance inspired a choreographic installation assembled with video projections, photo montages, sculptural objects and sound ambience specially elaborated to create environments of sensorial immersion. Opened as an exhibition at a different time from the dance performance, it gives the audience another experience on the same subject.

Elements used during the dance performance such as the trash and the masks of paper shopping bags creates the scenery. Dance films have been developed for projection in looping from choreography excerpts presented  during the dance performance. A serie of photographs of  bodies printed in transparent plastic foldable material, exposed by a lighting design  that deforms and duplicates the images on the walls was specially ellaborated for the exhibition. A soundtrack was composed by the record of the sound produced by the dancers while they were performing.The audience can spend as much time as wanted in each environment built with provoking images that makes tangible someof the reflections about our bodies in relation to the human urban condition, life in community, the  values of our current economic system and social behavior


Understand better:

"Of Flesh and Concrete - A Choreographic Installation" consists of two artistic proposals that converge: an exhibition - installation  and the dance performance - installation:


 1- Dance performance - A Live presentation of a choreographic work  with 8 dancers during  140 minutes,  in a non-theatrical space (gallery, sheds, warehouses, or ample spaces without division audience / stage) for an audience of approximately 100 people (depending on the size of the space).

 2- Exhibition - A Choreographic installation built with dance film projections,  photo montages, sculptural objects and sound ambience that is open to the public visitation for a long period of time during the day (according to the hours of operation of the gallery or alternative space exhibitor).

      2.1- Interactive site for virtual exhibition visit: http://www.decarneeconcreto.art.br

Both proposals can be considered separately as different and autonomous proposals and also as complementary proposals. We can travel, therefore, only with the dance performance, or only with the exhibition or with the two proposals. The dance performance is usually presented at night and the exhibition is opened to the public throughout the day (morning and afternoon). A virtual visit to the exhibition is available at an interactive site free of charge on the internet.

In this way, the work is a transmedia artistic proposal, since it develops in three different supports, three different aesthetic experiences, each one  with its own contours and  developments according  to the specificity of the characteristics of each media: Dance performance, Exhibition and Interactive Site.




Foto Mila Petrillo


Foto Mila Petrillo


Foto: Luciana Lara 


Foto Mila Petrillo
                                     






    Foto Mila Petrillo



                                  Foto Luciana Lara







Foto Marconi Valadares                


      
CRÉDITOS DA EXPOSIÇÃO:


Direção artística, Concepção e Expografia: 
Luciana Lara

Dançarinos colaboradores: Camilla Nyarady; Carolina Carret; Cristhian Cantarino; João Lima; Luara Learth; Raoni Carricondo; Robson Castro e Vinícius Santana.

Design gráfico: Marconi Valadares

Fotografias da exposição e objetos escultóricos: Luciana Lara

Fotografias para divulgação: Mila Petrillo, Marconi Valadares e Luciana Lara

Captação de imagens e edição dos vídeos: Thiago Araújo

Design de som: Antonio Serralvo

Concepção do site: Luciana Lara e Marconi Valadares

Programação: Renato Valadares






English

EXHIBITION CREDITS:

Artistic direction, Conception and Expografy: Luciana Lara

Dancers: Camilla Nyarady; Carolina Carret; Cristhian Cantarino; João Lima; Luara Learth; Raoni Carricondo; Robson Castro and Vinícius Santana.

Graphic design: Marconi Valadares
Exhibition photos and sculptural objects: Luciana Lara

Photos for divulgation: Mila Petrillo, Marconi Valadares and Luciana Lara

Camera and editing : Thiago Araújo

Sound Design: Antonio Serralvo

Website design: Luciana Lara and Marconi Valadares

Programming: Renato Valadares
    





   








CIDADE EM PLANO (2006)








“Cidade em Plano” é uma criação em  dança contemporânea da Anti Status Quo Companhia de Dança que investiga a relação do corpo com a cidade de Brasília.

Misto de artes visuais, performance e teatro, ao som de trilha quadrifônica especialmente composta para o espetáculo, quatro bailarinos flutuam  no desenho da cidade, vestem  seu skyline, viram cerrado, reveem a história de sua construção e criticam seus cartões-postais,  redimensionando a monumental capital da esperança.



 



 Com imagens fortes e metafóricas, a dramaturgia propõe discussões sobre as perspectivas arquitetônica, simbólica, histórica, sensória e política do corpo na capital do poder.

A coreografia ás vezes é um convite à contemplação visual, outras vezes à reflexão crítica e ainda ao mergulho sensório nas imagens e sons.




 























As ideias de corpo como paisagem, de corpo na cidade e de cidade no corpo também estão presentes na dramaturgia do espetáculo, tornando visíveis diferentes maneiras de perceber a cidade.
  


A pesquisa artística partiu da ideia de que o espaço urbano é uma manifestação concreta da natureza dos homens e, neste raciocínio, a cidade seria um vestígio de seus desejos, ambições, ideário e contradições.



Brasília foi construída para ser a capital do país, faz parte do imaginário brasileiro, é símbolo da ambição do país de ser moderno, marcou a história do Brasil com a sua invenção, sua arquiteura e seu urbanismo  e espelha os paradoxos de nossa cultura.








O oitavo trabalho de dança contemporânea, a Anti Status Quo Companhia de Dança  realizou uma pesquisa artística sobre Brasília a partir de uma perspectiva de quem vive nela, de quem a habita com seu próprio corpo, uma visão de dentro da cidade, de dentro do corpo.


A percepção da cidade é a de quem cresceu com o pé na terra vermelha, correndo nos espaços amplos, catando casca de cigarra nas árvores, com a vastidão do céu sobre as suas cabeças e o horizonte nos olhos, escutando histórias e se confundindo com elas ao criar a sua própria.








Criado em 2006, o espetáculo continua muito atual. A dramaturgia do espetáculo Cidade em Plano tem relação estreita com aos  acontecimentos no Brasil em Julho de 2013, pois torna visível na sua dança e nos corpos dos bailarinos as insatisfações e a crítica política que pareciam estar latentes na sociedade brasileira já há muito tempo. Parte do espetáculo parece até ter sido criado  em 2013, a partir dos sentimentos que levaram milhões de cidadãos às ruas, colocando o corpo no centro das discussões e da crítica às instituições de poder e à forma como o Brasil está sendo conduzido pelos nossos governantes.







A idealização do espetáculo, possui duas versões de encenação. A versão instalação sai do teatro italiano e inclui o público no espaço cênico, propondo várias perspectivas da encenação e do corpo das intérpretes em relação à cidade. O público imerso no espaço com os 4 intérpretes se desloca durante todo espetáculo experimentando distâncias e perspectivas diferentes dos corpos dos bailarinos.






O espetáculo também pode ser visto em versão para palco italiano. Nessa versão, o público tem um elemento novo na encenação que é o uso de vídeo projeções que revelam detalhes da coreografia e adiciona as perspectivas diferentes do corpo.













A pesquisa coreográfica foi feita pela coreógrafa Luciana Lara em colaboração inicialmente com as bailarinas Carol Carret, Cláudia Duarte, Gigliola Mendes, Marcela Brasil e Aline Maria. Na segunda fase do processo criativo colaboraram também: Karla Freire, Rafael Villa, Robson Castro e Juliana Sá.
A composição da trilha sonora original foi feita por Valéria Lehmann, Paulucci Araújo e Pablo Patrick com colaboração do DJ Chico Aquino. O trabalho do sound designer Antonio Serralvo tornou possível a idéia de fazer da trilha um cenário sonoro com a quadrifonia, assim, o público percebe o som se deslocando no espaço, vindo de várias direções.
O cenário, figurino e objetos de cena foram idealizados por Luciana Lara e Marconi Valadares.

 
 

 
 






"Cidade em Plano" contou com o patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura do DF (FAC) e do Prêmio Funarte/Petrobrás – 2005 para sua montagem. Em 2006 a A.S.Q. ganhou o prêmio Klauss Vianna de Dança para realizar um desdobramento da pesquisa, o vídeo-dança piloto “De Carne e Pedra – Cidade em Plano”. Em 2008, Luciana Lara recebe o prêmio Estímulo à Crítica da FUNARTE para escrever sobre o processo criativo do espetáculo e publicar o livro "Arqueologia de Um Processo Criativo - Um Livro Coreográfico"
 
O espetáculo estreou em 2006 na Mostra de Dança XYZ em Brasília, no Centro de Dança do DF. Desde então vem se apresentando em Brasília e em outros estados, participando de vários festivais. O espetáculo já participou da Bienal de Santos -SP, do Festival do Teatro da Dança em São Paulo-SP, do Festival Internacional de Teatro de Brasília - Cena Contemporânea, do Festival Brasileiro de Teatro - Cena Distrito Federal em Campo Grande - MS e do FITAZ - Festival Internacional de teatro de La Paz, na Bolívia. Em 2014 realiza uma Circulação Nacional que inclui as cidades de Curitiba-PR, Recife-PE e Salvador-BA.


























FICHA TÉCNICA


Cidade em Plano


DIREÇÃO ARTÍSTICA
Luciana Lara

COREOGRAFIA E DRAMATURGIA
Luciana Lara com colaboração do elenco e bailarinos colaboradores

ELENCO:
João Lima
Luara Learth
Vinícius Santana
Valéria Rocha
Raoni Carricondo


BAILARINOS COLABORADORES
Carolina Carret
Cláudia Duarte
Marcela Brasil
Gigliola Mendes
Aline Maria
Karla Freire
Robson Castro
Rafael Villa
Juliana Sá
Breno Metre
Paula Queiroz
Thais Khouri 
Leandro Menezes


TRILHA SONORA ORIGINAL

Composição
Valéria Lehmann

Pesquisa de roteiro de sons

Paulucci Araújo

Chico Aquino
Luciana Lara

Captação de som

Paulucci Araújo

Marconi Valadares
Pablo Ornelas
Antonio Serralvo

Mixagem dos sons

Antonio Serralvo e Luciana Lara com colaboração de Pablo Ornelas e Chicco Aquino

Designer de som e edição de vídeo pôr do sol
Antonio Serralvo

Captação e edição do vídeo da cena cartões-postais
Luciana Lara

Concepção do cenário e figurino
Luciana Lara e Marconi Valadares

Cenotecnia, produção e confecção dos figurinos e objetos de cena
Marconi Valadares

Iluminação
Marcelo Augusto

Fotos
Débora Amorim, Luciana Lara, Marconi Valadares, Geisy Garnes e José Eugênio.




Patrocínio da montagem do espetáculo
Fundo de apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC (2005)













AUTORRETRATO DINÂMICO





O ponto de partida da pesquisa coreográfica do nono  espetáculo da  Companhia: Autorretrato Dinâmico é a hipótese de que o movimento do corpo expressa de forma consciente e inconsciente a complexidade humana na relação com o ambiente em que vive. A materialização do movimento no espaço e no tempo, dessa forma, seria a combinação de expressões dos estados de espírito, da genética, da cultura, dos desejos, de impulsos da mentalidade, da personalidade, da memória, ou seja da relação do homem com o mundo. 




 Assim, seguindo essa linha de reflexão, a forma pela qual cada um de nós nos movemos é a expressão  do mundo que percebemos e vivemos. As idiossincrasias e as características particulares do movimento de cada um dos quatro intérpretes que estarão em cena, podem assim serem vistas como quatro formas de expressão, interpretação, percepção e construção de mundo.

 Se o mundo está sempre se modificando, nós também estamos sempre mudando. Então, quem somos nós? O que se fixa e não muda? O que nos faz nos reconhecermos como indivíduo que possui uma identidade? Como é então a essência dessa identidade que é mutável mas ao mesmo tempo é reconhecível?







O título do espetáculo baseia-se no conceito de identidade como um processo que está sempre em transformação e reinvenção.A investigação da expressão da identidade do indivíduo no movimento, em um âmbito maior, provoca questionamentos sobre nossas percepções de mundo, nossas escolhas, sobre nossas ações e suas conseqüências, ou seja, sobre nosso papel em um mundo complexo, diverso, multicultural, híbrido, tecnológico e veloz.

Os temas que permeiam o interesse da pesquisa são : identidade, percepção, dança e expressão.




















 







Ficha Técnica de AutorretratoDinâmico
Direção: Luciana Lara
Bailarinos Criadores: Karla Freire, Leandro Menezes, Marcela Brasil e Rafael Villa
Bailarinos colaboradores: Breno Metre, Robson Castro e Juliana Sá
Dramaturgia: Luciana Lara e bailarinos
Consultoria em filosofia: Gigliola Mendes
Iluminação: James Fensterseifer e Luciana Lara
Figurino: Criação individual
Trilha sonora: Seleção Luciana Lara e Rafael Villa
Vídeo divulgação: Rafael Villa
Fotos: Débora Amorim e Luciana Lara
Produção, Direção técnica e Design gráfico: Marconi Valadares
Assistentes de produção: Rodrigo e Renato Valadares
Apoio: FAC - Fundo de Apoio á Cultura do DF